Resenha: O irresistível desejo de amar quem tanto odeio – Brigitte Knightley 

Livro O irresistível desejo de amar quem tanto odeio, da autora Brigitte Knightley, em cima de uma mesa e de um mousepad florido.

Sinopse

Osric Mordaunt, um assassino membro da Ordem Fyren, precisa urgentemente de cura. Por ironia do destino, a única pessoa que pode ajudá-lo é Aurienne Fairhrim, pesquisadora proeminente, bastião da moralidade e integrante de uma Ordem inimiga.

Como profissional de cura, Aurienne está desesperada por financiamento para ajudar os que precisam ― tão desesperada que, quando Osric oferece suborno, ela aceita, mesmo detestando-o com todas as forças.

Assim, para grande desgosto de Aurienne, inicia-se uma parceria improvável: a brilhante cientista é forçada a trabalhar com o exímio assassino. Enquanto Osric e Aurienne unem forças para investigar a misteriosa reincidência de uma doença mortal e encontrar sua cura, eles se veem lutando ferozmente contra a tensão sexual que surge entre os dois – e quanto mais negam esse desejo, maior ele fica.

Aviso: minhas resenhas são bem detalhadas. Nada do que escrevi tem spoilers, mas, se você não gosta de saber muito sobre o livro antes de ler, recomendo ir direto para a seção “parecer final”, que tem um resumo dos principais elementos e da “vibe” geral da leitura.

Motivação da leitura

Conheci este livro no booktube gringo e fiquei muito ansiosa para ler por conta dos elogios e, claro, pelo fato de ter o meu trope preferido: enemies to lovers. Para a minha felicidade, pouco depois a Plataforma 21 trouxe o livro para o Brasil e aproveitei a primeira promoção da Amazon para comprar, pois o preço é um pouco mais caro do que a média. Só sucesso!

O romance e os personagens

Vamos direto ao ponto que motivou a leitura. O livro entrega tudo no quesito enemies to lovers. Acho que muitas histórias falham em criar uma inimizade rasa e fácil e rapidamente superável, o que não foi o caso aqui. Ao contrário, podemos dizer que a história é 99% enemies e 1% lovers com o trope do slow burn, ou seja, o romance progride devagar, quase parando, mas a tensão entre os protagonistas é real e constante. Eu não diria, como na sinopse, que há uma tensão sexual, sobretudo porque eles realmente desgostam um do outro durante boa parte da história.

Inclusive, isso é um ponto muito positivo, pois a autora constrói muito bem ambos os protagonistas. Eles têm tanta personalidade própria que eu conseguia identificar as falas de cada um pela personalidade, quando não tinha indicado que personagem falou o quê. Isso é muito legal e raro em livros de romantasia. Além disso, é muito bacana observar que ao longo da história os personagens vão percebendo que eles têm coisas em comum, como se fossem dois lados opostos de uma mesma moeda. Porém, as semelhanças não suplantam as diferenças, que são abissais. Os mundos deles são tão distintos que mesmo quando o romance começou a se delinear, eu fiquei me questionando como eles fariam dar certo, porque, sinceramente, tem tudo para dar errado. E isso torna a leitura ainda mais viciante (e a espera para o segundo volume!).

Universo e ambientação

Mais um ponto positivo. A autora criou um universo superinteressante, com sistema elaborado de magia e distinções bem ricas entre as Ordens. Apesar de não ser o ponto principal, uma disputa política lentamente desabrocha na história e a conclusão do primeiro livro não foca somente no romance, mas também na problemática que se desdobra como pano de fundo.

Vale destacar que neste primeiro livro o foco é o romance, então por mais que o universo e a ambientação sejam bem construídos, eles são subaproveitados. Não acho isso necessariamente ruim porque a minha expectativa, agora que temos algumas bases românticas estabelecidas, é que o mundo e as dinâmicas de poder entre as Ordens ganhem destaque no segundo volume.

Vocabulário e estilo narrativo

Gente, este é um ponto polêmico. A autora tem uma linguagem que pode ser considerada “vulgar”, cheia de referências sexuais e palavrões. Confesso que, no início, fiquei um pouco incomodada porque foge muito da linguagem com a qual estou acostumada (tanto na literatura quanto na vida real). Maaas, passada a surpresa inicial, me acostumei e acho que a linguagem cabe perfeitamente na narrativa e nos personagens. Também penso que parte do humor e da fluidez da narrativa se deve à escrita.

A sensação que tenho é que é um livro que não se leva tanto a sério, sabe?! E dei boas risadas com a leitura, então acho que valeu. Porém, pode não agradar a todos e com certeza não é um livro para todas as idades, é importante ter isso em mente.

Parecer final

Um livro engraçado com universo e personagens bem desenvolvidos, e um verdadeiro romance enemies to lovers construído lentamente, que te faz virar as páginas para saber como esse casal vai ficar junto. Não é o livro mais marcante que já li, mas é um bom entretenimento e com certeza vale acompanhar o segundo volume quando sair.


Ficha técnica do livro

 Capa do livro O irresistível desejo de amar quem tanto odeio, da autora Brigitte Knightley.

Título: O irresistível desejo de amar quem tanto odeio

Autora: Brigitte Knightley

Tradutora: Isadora Prospero

Editora: Plataforma 21

Ano: 2025

N.º de páginas: 392

1º livro da duologia: Na força do ódio

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