Marginália: A loja de cartas de Seul – Baek Seung-yeon

Livro A loja de cartas de Seul - Baek Seung-yeon

Bem-vindos(as) à primeira Marginália deste blog!

A loja de cartas de Seul foi um dos meus três livros favoritos de 2025 e uma leitura de aquecer o coração e ao mesmo tempo fazer refletir.

Por isso, quis reservar a estreia de um quadro tão novo e experimental para falar de um livro no qual a protagonista também busca o novo e diferente em sua vida.

Espero que gostem e que este post possa ajudá-los a expandir a experiência de leitura deste livro tão querido e tocante.

Elementos da cultura sul-coreana para entender melhor a história

Ler outras culturas nem sempre é fácil, pois tendemos a interpretar os acontecimentos com base na cultura que conhecemos e, por isso, podemos perder nuances ou não compreender determinadas situações devido a diferenças culturais.

Por isso, a seguir, explico brevemente alguns aspectos da cultura sul-coreana importantes para compreendermos certos acontecimentos na narrativa.

Relações familiares

A sociedade sul-coreana ainda é muito patriarcal, de modo que o grande desejo das famílias é ter filhos homens. Quando isso não ocorre e há, por exemplo, duas irmãs, a rivalidade entre elas é fomentada.

Essa centralidade dos homens data do século XVII, quando, por exemplo, começou a haver um apagamento das mulheres nos vínculos sociais familiares. Emiliano Unzer, professor de História da Ásia na Ufes, conta em seu livro Filhos do céu e da ursa: a história da Coreia dos primórdios até o século XXI (2025) que nessa época começou-se a questionar o direito das filhas às heranças de seus pais como um sinal da degeneração da nação coreana.

A situação se agravou tanto que, com o decorrer dos séculos, as mulheres perderam completamente o direito à herança e, na ausência de um herdeiro homem legítimo, adotava-se um primo, sobrinho ou outro homem próximo na linhagem. Não só isso, como os nomes das mulheres foram praticamente excluídos dos documentos genealógicos coreanos, às vezes aparecendo apenas como “mãe”, “esposa” ou “filha”, quando apareciam.

Além disso, já há algum tempo vem ocorrendo uma crise populacional, na qual as pessoas estão parando de se casar e de ter filhos. Há muitos motivos para isso, desde a rivalidade crescente entre homens e mulheres até a competitividade na sociedade e o elevado custo de vida e moradia, mas o fato é que é cada vez mais raro as famílias terem mais de um filho e, quando têm, há uma hierarquia muito definida em quem recebe o quê, o primogênito tendo privilégios em relação aos demais, sobretudo porque os recursos a serem investidos em cada um são limitados.

No livro, isso é uma marca na relação entre as irmãs. Vemos que quem ganha as melhores coisas é a irmã mais velha, Hyomin, e Hyoyeng fica com o resto ou até com as coisas que eram da irmã. Ao mesmo tempo, como o investimento é maior na irmã mais velha, a pressão para que ela tenha sucesso também é.

Essa dinâmica se reflete nas possibilidades existenciais que cada irmã tem. Vemos que Hyomin leva seu suposto fracasso muito a sério e chega até a fugir e sumir por sentir que decepcionou a todos, algo que, a princípio, parece muito drástico para a nossa realidade brasileira. Ainda mais drástica é a reação da irmã, Hyoyeong, de nunca mais querer falar com ela.

Mas, quando enquadramos os comportamentos delas no contexto sul-coreano, eles começam a fazer mais sentido. Imagine como deve ter sido para Hyoyeong ver a sua irmã ser sempre privilegiada, sempre se sentir mal por ser comparada a ela, ver a irmã seguir a vida considerada ideal por todos e, de um dia para o outro, essa irmã some e joga tudo para o ar enquanto ela segue se esforçando para superá-la, a seu próprio modo.

Ao mesmo tempo, Hyoyeong, por ser a segunda irmã, quando sente que falhou, não sente a necessidade de fugir e se isolar de todos. Ela tem, sim, dúvidas existenciais e profissionais, mas parece não sentir o mesmo grau de vergonha que Hyomin. Isso porque ela carregava um peso de ser bem-sucedida muito menor que sua irmã, o que abriu a possibilidade para ela experimentar novas formas de trabalho e relações na loja de cartas.

A preponderância do trabalho na sociedade sul-coreana

Outro elemento central na narrativa é o trabalho. Diferentemente do Brasil, no qual a escala 6×1 não é a realidade de toda a população e está em processo de abolição, na Coreia do Sul o padrão é a escala 6×1, ainda com 9 horas de trabalho diário em vez das 8 horas praticadas aqui no nosso país.

Além disso, quem costuma assistir a k-dramas já deve ter reparado que fazer horas extras é mais do que comum. Lembro que, quando iniciei nesse universo, fiquei muito espantada ao assistir Something in the rain e observar que os protagonistas podiam entrar na empresa a qualquer momento, incluindo altas horas da noite, e até dormir na empresa. (Inclusive, o k-drama é ótimo, recomendo muitíssimo!)

Na Coreia do Sul, as pessoas não só trabalham muito, como também têm muita dificuldade de encontrar um emprego. A sociedade é extremamente competitiva e, desde a infância, as crianças são preparadas para entrar no mercado de trabalho, pois as oportunidades são escassas e as chances são normalmente dadas aos que têm as melhores formações.

Por isso, mesmo que o ambiente de trabalho seja muito hostil, é normal as pessoas simplesmente aguentarem, e essa é uma grande dor social, retratada tanto em filmes e séries quanto na literatura.

Algumas pessoas que participaram da reunião do Clube de Literatura Coreana chegaram a comentar que o desenvolvimento de Hyoyeon ocorreu mais no campo do trabalho do que na relação com a irmã, mas eu acho que isso não é uma falha do livro, ao contrário, acho que se deve justamente a essa característica social que estamos discutindo.

Eu entendo que temos tantos livros nos quais os protagonistas buscam escapar da dimensão avassaladora do trabalho justamente porque essa não é uma realidade para muitos. Vemos isso em A loja de cartas, mas também em Bem-vindos à livraria Hyunam-dong, onde o desgaste e a busca por sentido levam a mudanças drásticas no campo profissional e à busca por reinvenção, muitas vezes não compreendida por aqueles que permanecem na lógica empresarial.

A importância dos concursos literários para a carreira de escritor

O peso que os concursos literários têm na Coreia do Sul é muito maior do que em outros lugares do mundo. Os concursos são tão fundamentais que até mesmo os escritores apenas se consideram autores após terem sido premiados em algum concurso.

Por conta disso, a preparação para esses eventos pode ser considerada como o equivalente à preparação para passar em um vestibular ou concurso público no Brasil. É algo que não apenas define o destino profissional do participante, como exige horas de preparo para a produção do texto perfeito. A premiação não apenas abre portas para a publicação no mercado literário, como para outras atividades intelectuais relacionadas, como a docência universitária, o trabalho em editoras e a participação como concorrente em editais governamentais.

É por essa razão que o personagem gravata-borboleta passa tanto tempo se dedicando à escrita e que seu arco se encerra com a vitória em um desses concursos literários. A importância dessa conquista para ele é muito maior do que podemos imaginar se levarmos em consideração apenas o contexto brasileiro.

Se se interessou pelo tema, retirei as informações deste artigo aqui, e você pode lê-lo na íntegra, assim como outras referências bibliográficas que ele cita ao final e foram usadas para sua construção!

A janela como símbolo de liberdade e abertura para o mundo

Aqui vou fazer mais uma reflexão preliminar do que aprofundada, pois foi apenas depois da leitura que comecei a pensar sobre o papel que a janela da loja de cartas ocupa na narrativa, muito influenciada por um comentário que Rodrigo Leão faz sobre outra obra, o conto Bartleby, o escrivão, de Herman Melville, (que eu já li).

No vídeo, Rodrigo comenta sobre o aspecto opressivo do ambiente de trabalho de Bartleby. O escrivão vai trabalhar em um escritório cujas janelas dão diretamente para outras paredes, o que produz um ambiente sufocante e claustrofóbico, já que não há entrada de luz solar ou um bom fluxo de ar. Rodrigo ainda explica que essa configuração das janelas é proposital, funcionando como uma alegoria do enclausuramento e da opressão do sistema burocrático e capitalista, onde o sujeito se sente preso e sem saída.

E eu achei que esse elemento tem tudo a ver com o que falamos acima a respeito da cultura de trabalho sul-coreana. É muito comum vermos cenas, nos k-dramas, de grandes empresas que, apesar de muitas vezes terem janelas, passam um ar de opressão. São baias e baias que afastam os funcionários da vista para o lado de fora e da iluminação natural, que precisa então ser compensada por aquelas luzes fluorescentes frias. Nessas cenas, além da predominância de tons brancos e cinzas, a janela ou a vista nunca são o foco, e sim o trabalho, a relação com os colegas e com o chefe e os problemas que surgem.

Nesse sentido, a própria ambientação da loja já se opõe ao cenário empresarial. Um espaço pequeno, aconchegante, cor de pêssego, com janelas que chamam a atenção e que merecem espaço na narrativa. É através delas que Hyoyeon vê a passagem das estações, que ela contempla a luz banhar a loja, que ela vê alguns pequenos recortes da vida de Cha Yeonggwang.

Hyoyeon vai trabalhar na loja de cartas para fugir de seus problemas e de sua vida. Lá é um espaço seguro para ela, e entendo que a janela de vidro, ao mesmo tempo que oferece proteção, permite que ela se aproxime cada vez mais do “mundo real”.

Assim, a janela funciona como um elemento mediador, que, ao ser observada, vai revelando um outro modo possível de estar no mundo, um outro ritmo que, por sua vez, possibilita a descoberta de novas belezas e novos olhares. Além disso, é por meio das fotos da vista que Hyoyeon interage com os seguidores da loja no Instagram, compartilhando com eles o seu olhar. O que também é muito significativo, já que ela trabalhava na indústria cinematográfica.

Enfim, acho que há muitas associações possíveis, e eu adoraria reler o livro prestando mais atenção nas passagens em que a janela e a paisagem ganham o protagonismo. Vocês conseguem pensar em outros momentos ou associações? Vou adorar saber nos comentários!

Passagens favoritas e algumas reflexões

“Os sentimentos de hoje não durarão para sempre. Não vou perder meu dia precioso por causa de algo que não é eterno.” (p. 33)


[…] o ato de ler um livro se apega à sala, à cadeira e à estação do ano em que foi lido. […] Acho que seria maravilhoso se meus textos ou minhas cartas pudessem se cravar no tempo e no espaço de alguém. (p. 82)

Em um mundo cada vez mais acelerado, no qual inventamos uma expressão para indicar a deterioração de nossa capacidade de prestar atenção ao mundo à nossa volta e registrá-lo – o brain rot –, me parece que parte deste livro é um manifesto à importância dos detalhes. Detalhes que só podem ser percebidos se desacelerarmos.

É estranho, pois talvez nossa sociedade nunca tenha lido tanto. Afinal, passamos o dia lendo stories, posts no Instagram, legendas de vídeos no YouTube ou TikTok e por aí vai. Mas quem se lembra do que estava fazendo nesses momentos? Por vezes, passa-se uma hora e não nos movemos de lugar, ou, na verdade, íamos fazer outra coisa no celular e esquecemos o quê, pois nos distraímos com algum conteúdo e entramos em um loop infinito de vídeos e posts.

Ao contrário do que fala a citação, pensando que a experiência de leitura enriquece e contextualiza a nossa própria vida, marcando-a no tempo, as redes sociais apagam o tempo e deixam nossa vida suspensa em um grande vácuo imemoriado.

Acho que talvez seja por isso que eu deteste tanto o WhatsApp e outros aplicativos de troca de mensagens. No fundo, são conversas que não ficam marcadas no tempo. Conversas que, no geral, não geram memórias, pois são picotadas ao longo do dia, são divididas pelo uso de outros aplicativos concomitantemente e também por outras conversas paralelas.

Quando sentamos para escrever uma carta, primeiro, já começa por aí, nós sentamos com esse objetivo. Ninguém escreve frases de uma carta durante um intervalo no trabalho, enquanto está conversando com outra pessoa, ou enquanto faz outras atividades. A carta tem uma narrativa, um propósito e um início, um meio e um fim. Tem uma forma também. Ela tem uma temporalidade mais longa, assim como o livro, e penso que é por isso que pode ficar cravada no tempo e no espaço de alguém. Porque é uma comunicação que acompanha o passar dos dias de uma pessoa.

É uma pena que a gente não se comunique mais assim. Pode ser que haja uma romantização do processo, mas o que é a romantização se não uma simbolização da vida? Uma atribuição de um significado especial às coisas? Penso que se esse movimento surgiu (e teve uma época em que a romantização da vida estava bem popular no algoritmo) é porque isso já está perdido para nós, já não é algo natural. Então precisamos nomear e ativamente buscar isso.

Mas que poético não é, olhar para a estante e para os livros lidos e conseguir relembrar momentos da vida. Ou, se não podemos fazer isso com cartas a outros, olhar lugares que visitamos com outras pessoas e relembrar momentos. Ou até olhar fotos, quem tem diários, olhar diários e relembrar situações que já passaram, mas que de algum modo nós cravamos no tempo.

Mas, para isso, é preciso um outro ritmo.


“Para conhecer alguém, é preciso passar por todas as estações.” (p. 114)

Acho que essa é a minha frase preferida de todo o livro. E, para mim, ela tem dois sentidos possíveis. O primeiro, mais literal, implica que, para conhecer alguém, é preciso passar um bom tempo com essa pessoa, pelo menos um ano – o tempo de todas as estações.

Mas, figurativamente, podemos pensar que nossos estados emocionais também são estações. A primavera, por exemplo, equivaleria a momentos de novidade e empolgação, o verão como momentos calorosos e dinâmicos, o outono como um momento de aconchego, e o inverno como uma época de introspecção ou tristeza. E que, para conhecer alguém, conhecer de verdade mesmo, não basta passar muito tempo com essa pessoa, mas é preciso passar por muitas emoções juntos. Momentos felizes, tristes, de vitórias, mas também de perdas. Conhecer todo o espectro de emoções que aquela pessoa pode ter.

Mais do que isso, e aí já sou eu pensando alto, apesar de as estações se repetirem, elas nunca são as mesmas. Há primaveras em que algumas árvores florescem, mas outras não. Há verões que são quentes e ensolarados, outros que são chuvosos e (definitivamente, na minha cidade, isso é um problema) frios. Há invernos muito secos, outros nem tanto e outonos tão gélidos que parece que estamos no inverno. Pequenas mudanças, que vamos percebendo quando passamos muitas estações em um mesmo lugar.

Conhecer alguém é um trabalho de toda uma vida.


É por isso que eu torço para que as pessoas que têm sonhos não desistam, pois esta é a coisa mais preciosa: mesmo na dificuldade, há coisas no mundo que nos enchem os olhos. (p. 198)


[…] “amar é estar ausente”, pois a ausência cria o amor, e o amor abraça a ausência […] (p. 251)

Ai, gente, esta citação aqui dialogou diretamente com algo que gosto muito e que muitas pessoas não entendem: sentir falta/saudade.

De vez em quando, vemos pela internet que a saudade é um sentimento “exclusivamente” brasileiro, já que não tem uma palavra exata em outros idiomas para isso. Mas isso não significa que em outras culturas não haja estados de espírito que se aproximem do sentimento, e eu acho que essa citação explicita bem isso.

Penso que é impossível sabermos se gostamos mesmo de algo ou alguém se passamos o tempo inteiro em modo de convivência. Afinal, quem garante que não estamos apenas seguindo o fluxo e habituados com aquilo?

É por isso que a ausência é tão importante e por isso que acho que a frase diz que ela cria o amor. É a ausência que possibilita que a gente tenha saudade, que a gente sinta falta de algo em nossa vida e, por consequência, perceba o quanto algo ou alguém é importante para a gente.

Para mim, a saudade promove uma atualização no meu sentimento em relação a algo, e uma confirmação (ou não) de que aquilo é importante para mim. Se algo sai temporariamente da minha vida e eu não sinto falta, também é um sinal de que um ciclo deve ser encerrado.

Ou seja, a ausência é tão importante quanto a presença e fundamental para o cultivo do amor, assim como de outros sentimentos ternos e aconchegantes.

Eu amei ter encontrado algo em uma cultura tão distante e que ressoou tanto! Viva às ausências, viva à falta e viva à saudade! (E viva aos reencontros também, né, pessoal, não vamos ficar só na falta, senão não tem o efeito desejado, rs.)

Para expandir o universo do livro

Quer mergulhar ainda mais no universo da Geulwoll, na cultura da troca de cartas ou no modo de vida sul-coreano?

Não diga mais nada! Abaixo, deixo algumas indicações que podem te ajudar a expandir ainda mais seu contato com esse universo tão incrível e encantador.

Instagram da loja Geulwoll

Acho que uma das coisas mais bacanas da história é que ela se baseou em uma loja real e utilizou cartas de pessoas reais!

Assim, a loja Geulwoll e suas duas unidades realmente existem e deixo aqui o link do Instagram deles para vocês conferirem as imagens, todas muito bonitas e estéticas, o que pode ajudar a visualizar as cenas da loja e a sentir a atmosfera do lugar.

Eu achei tudo muito lindo e adoraria que existisse algo assim aqui!

Um canal de vlogs com a atmosfera do livro

Gente, eu absolutamente amo assistir a vlogs, sobretudo quando são silenciosos e com legendas reflexivas. É uma prática quase diária que me ajuda a relaxar e me inspirar. Gosto, sobretudo, de vlogs de pessoas da Coreia e do Japão.

Pensando na ambientação da loja, logo me lembrei do canal da Heejo, que foi quem me apresentou a esse universo dos vlogs e que fez com que eu me interessasse pela literatura coreana. Ela sempre fala de livros nos seus vlogs e, durante um tempo, manteve uma livraria e compartilhava sua rotina como dona da loja pelo YouTube.

Espero que gostem e aproveitem tanto quanto eu, é uma das grandes preciosidades da minha vida que estou compartilhando aqui!

Aplicativo de penpal: Slowly

Eu fiquei obcecada, sim ou com certeza, pela ideia de troca de cartas?

Com toda a certeza, muito obcecada!!

Por isso, assim que terminei a leitura, busquei incessantemente algo que pudesse se assemelhar à experiência da loja de cartas e acabei esbarrando com o Slowly, um aplicativo (que também tem versão para web) que nos permite trocar cartas anônimas com pessoas do mundo inteiro.

O que eu mais gostei é que podemos criar um avatar que é parecido com a gente, mas preserva em segredo nossa identidade. Podemos escrever a nossa bio e escolher diversos interesses que vão nos ajudar a nos conectarmos com pessoas parecidas. Além disso, podemos escolher o idioma de nossos possíveis interlocutores, então é ótimo para praticarmos um idioma que estamos tentando aprender.

Troquei algumas cartas e achei a experiência muito interessante! Outra coisa bacana é que ele busca simular a experiência real de trocar cartas, por isso, dependendo da distância do nosso correspondente, as cartas demoram mais ou menos para chegar (não é instantâneo!!) e podemos colecionar selos que enviamos e recebemos com as cartas. Eu amei!


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