
Olá, pessoal!
Demorou, mas saiu. Finalmente temos o post com o planejamento de leituras para 2026. A minha ideia para o post é transformá-lo em um guia para o meu ano literário. Assim, conforme eu concluir as leituras, vou atualizar este post com a resenha para cada obra, bem como outros conteúdos, como marginálias e diários de leitura.
E, se vocês quiserem ler algum livro junto comigo, podem sempre conferir este post, pois ele estará atualizado com o status das leituras (lendo, concluído) e com informações sobre como pretendo ler cada obra (algumas quero fazer um diário de leitura ou pesquisar mais a fundo) e mais ou menos em que momento.
Também estou pensando em acrescentar as leituras fora do planejamento em um tópico ao final.
Como comentei no post sobre as Novidades de 2026!, venho planejando dois grandes projetos de leitura e pesquisa literária: o de Crítica literária feminista, e o (Re)descobrindo meu gosto literário – Ficção científica. Por isso, procurei selecionar as leituras anuais de modo a se encaixarem em um dos dois projetos (ou em ambos).
Além disso, em 2025 já comecei a experimentar com esses campos de pesquisa e li alguns livros, então vocês podem observar que pretendo ler e concluir algumas continuações de série, sobretudo no projeto de ficção científica.
Vale lembrar que eu não crio mais metas literárias do jeito clássico (Confissão de leitora: adoro criar metas literárias, mas sou incapaz de segui-las), por isso esta é uma lista de intenções. (Até porque, a lista está enorme, né?!) Eu gostaria muito de ler todas as obras que estão aqui, e em algum momento com certeza farei isso, mas quero sempre me manter aberta à serendipidade do fluxo de leituras.
Acho que vai ser bem bacana, pois ao final do ano vamos conseguir voltar aqui e ver como eu pensei que seria o meu ano e como ele de fato foi!
- Projeto Crítica literária feminista
- Anna Karênina – Lev Tolstói [Lendo]
- Problemas de gênero – Judith Butler [Lendo]
- Orlando – Virginia Woolf
- Metamorfoses – Ovídio
- A casa da paixão – Nélida Piñon
- O segundo sexo – Simone de Beauvoir [Lendo]
- A sujeição das mulheres – John Stuart Mill
- Medeia – Eurípedes
- Introdução à história das sensibilidades – Christophe Granger e Sarah Rey
- Território da luz – Yukio Tsushima
- A vegetariana – Han Kang
- Projeto (Re)descobrindo meu gosto literário – Ficção Científica
- A verdadeira história da ficção científica – Adam Roberts [Lendo]
- A cidade do sol – Tommaso Campanella [Lendo]
- 1Q84 – Haruki Murakami
- Odisseia estelar – Kim Bo-young
- Continuações da Saga do Novo Sol: A garra do conciliador e A espada do Lictor
- Continuações de Hyperion: A queda de Hyperion e Endymion
- A mão esquerda da escuridão – Ursula K. le Guin
- Outros livros
- Livros que não concluí em 2025 e gostaria de finalizar neste ano
- Leituras não planejadas
Projeto Crítica literária feminista
Para este primeiro momento do projeto, quis começar experimentando diversos gêneros, a fim de decidir qual caminho me interessa mais. As leituras foram escolhidas com base em livros prévios (A mulher de trinta anos, de Balzac, influenciou a escolha de Anna Karênina, por exemplo), algumas indicações de leituras preliminares (como é o caso de A casa da paixão), clássicos da área e alguns livros que tenho curiosidade de ler ou reler.
Anna Karênina – Lev Tolstói [Lendo]
Não era minha ideia começar o ano com este calhamaço russo, porém estou participando do clube de leitura do Prof. Rodrigo Leão e, por coincidência (e minha participação na votação rs) esta obra foi escolhida! Não podemos reclamar da união do útil ao agradável, não é mesmo?! Por isso, mergulhei na leitura já no primeiro dia do ano.
Minha escolha por Anna Karênina, como já mencionei, foi influenciada pela menção à obra na introdução de A mulher de trinta anos da Penguin. Este livro de Balzac foi trabalhado por mim no meu artigo da monitoria da graduação em Letras e foi o que deu origem ao meu interesse em pesquisar mais sobre a crítica feminista, pois tratei da condição da mulher no século XIX.
Somado a isso, o livro me foi oferecido em uma promoção na bienal e aí claro que eu lancei um “não diga mais nada e tome aqui meu dinheiro” e comprei essa edição lindíssima do Clube dos Clássicos da Literatura.
Muitas coincidências vêm seguindo meu percurso de leitura desta obra.
Como é um calhamaço e estou tendo uma leitura acompanhada e mais dedicada devido ao clube, decidi compartilhar minhas reflexões e achados no blog sob a forma de diários de leitura! Em breve temos conteúdo sobre isso por aqui.
Enquanto não é tão fácil adquirir as edições do Clube de Literatura Clássica, a edição usada no clube do Prof. Rodrigo Leão é a da Zahar, que deixo indicada aqui.
Problemas de gênero – Judith Butler [Lendo]
Tanto a autora quanto este livro são clássicos no campo de estudos de gênero, apesar de avançados também, já que é uma discussão mais contemporânea.
Aqui, de novo, não foi o ponto de partida planejado. Comecei com o Segundo Sexo da Simone de Beauvoir (que está na lista), mas após ter contato com algumas teorização da Julka Kristevá que não concordei, vi na Butler uma crítica interessante e alinhada com o que estava pensando no momento. Também é uma boa forma de rever as demais obras da tradição, já que ela estabelece um diálogo com o que veio antes dela.
Minha ideia é tomar a obra como ponto de partida e como uma espécie de guia de leituras a partir das referências mencionadas.
Orlando – Virginia Woolf
Orlando foi uma das obras que escolhi para me acompanhar na leitura da Butler, pois é uma obra que eu já tinha em casa (outro fruto da Bienal!) e há uma fluidez entre o sexo feminino e masculino no personagem principal, pois Orlando acorda um dia como mulher e vive por mais de 300 anos enfrentando desafios sociais e culturais.
A única dificuldade que pode surgir nesta leitura, é que a minha edição é em inglês!! Estava superbarato na Bienal, gente, apenas dez reais, aí não resisti. Meu inglês é bom, leio tranquilamente livros técnicos etc., mas talvez tenha exagerado achando que conseguiria ler Virginia Woolf e seu fluxo de consciência (dela também compre Mrs. Dalloway) haha Me desejem sorte!
Metamorfoses – Ovídio
Metamorfoses foi um livro escolhido pelo mesmo motivo de Orlando, e outro livro que eu já tinha em casa, pois, apesar de contar muitas histórias que envolvem mudanças, narra especificamente uma que me interessa, que é a de Tirésias.
Tirésias é um adivinho cego que aparece em algumas tragédias gregas, sobretudo Édipo Rei. Antes de ser adivinho ele passou por uma situação que fez com que se transformasse em mulher e depois em homem novamente, caso que é narrado na obra de Ovídio.
Como esta obra é muito densa na referência a mitos e outras narrativas, estou pensando em parear com a obra O universo, os deuses, os homens, do Vernant, que também conta diversos mitos da Grécia antiga.
A casa da paixão – Nélida Piñon
Este livro de Nélida Piñon foi mencionado em um capítulo de livro que estava estudando sobre crítica feminista, como um exemplo de subversão que a autora faz na tradição dos papéis atribuídos à mulher, sobretudo no que concerne a sexualidade.
Me pareceu bem interessante, pois envolve um casal, Marta e Jerônimo, e a relação que eles vão desenvolvendo implica numa reinvenção do binômio homem-mulher, no qual cada parte do casal experimenta o que poderia ser considerado o outro polo desse binômio
Acho que é um bom complemento para as leituras acima, pois enquanto elas tratam das implicações de sexo/gênero para personagens individuais, este livro da Piñon nos ajuda a pensar outras possibilidades de dinâmicas de relacionamento heterossexuais, já tão condicionados socialmente. Estou bem ansiosa por esta leitura!
O segundo sexo – Simone de Beauvoir [Lendo]

O segundo sexo é um clássico das leituras feministas, que, penso, não tenho como contornar.
Eu já tinha o livro há muitos anos, mas nunca apareceu a oportunidade de lê-lo. Então, quando eu estava escrevendo o trabalho da monitoria sobre A mulher de trinta anos acabei descobrindo que Simone menciona bastante o Balzac e fiquei curiosa para ler.
A ideia é parear a leitura com obras que tenham relação com o século XIX, como alguma obra do Balzac, talvez até Anna Karênina, e a obra abaixo de Stuart Mill, a fim de ampliar meu entendimento do contexto desse período.
A sujeição das mulheres – John Stuart Mill
Eis aqui a descoberta de um livro que me surpreendeu! Pesquisando sobre a situação da mulher no século XIX para o meu trabalho de monitoria da faculdade de Letras, acabei descobrindo que Stuart Mill foi um grande defensor dos direitos das mulheres e verdadeiramente à frente dos homens de seu tempo. Este livro foi citado nos textos que li para a minha pesquisa e acho que combina bem com o conteúdo do livro da Beauvoir.
Aqui a ideia é que seja menos um livro de estudo, com marcações detidas e comentários, e mais uma leitura leve, para dar abertura a uma perspectiva masculina sobre a problemática das mulheres.
Talvez eu até combine as leituras teóricas de Mill e Beauvoir com umas obras ficcionais do Balzac. O que acha? Não está na lista, mas tenho Estudos de mulher aqui, é curtinho, então é possível encaixar. E sei que a Simone de Beauvoir fala sobre Balzac no Segundo sexo, então pode ser interessante. (Lá vou eu aumentar ainda mais a lista rs.)
Medeia – Eurípedes
Acho que aqui começa um pouco de uma miscelânea de livros que quero ler, que têm uma perspectiva que tangencia questões feministas, mas que estão sem um encadeamento lógico tão perfeitinho quanto os acima.
Este ano concluí a disciplina de Literatura Clássica no bacharelado, temos estreia de Odisseia no cinema e eu já adquiri minhas cópias de Ilíada e Odisseia. Então, claro, tínhamos que ter uma tragédia grega dentro do projeto de pesquisa.
E ninguém melhor do que Eurípedes, que ficou conhecido por conceber personagens femininas fortes, complexas, e mais humanizadas, divergindo do modo como seus contemporâneos as retratavam.
Será que vem um estudo aprofundado desta obra por aqui? Penso que seria legal ler uns artigos tanto sobre Medeia quanto sobre o modo como Eurípedes representava mesmo as mulheres, será que vem aí uma postagem dedicada a isso no blog? Vou deixar a ideia aqui para não esquecer!
Introdução à história das sensibilidades – Christophe Granger e Sarah Rey
Um livro que estou namorando desde que foi lançado e que simplesmente dei um jeito de fazer caber em algum projeto para ter a desculpa de lê-lo ainda neste ano haha
Para não parecer que deixei os desejos literários subirem à cabeça, vou justificar esta escolha. Enquanto eu pesquisava sobre a mulher no século XIX para o trabalho da monitoria, no contexto do cenário francês, principalmente, percebi que o modo como as emoções eram ou não expressadas teve um papel importante na dinâmica das relações sociais oitocentistas.
E isso fica muito nítido em uma outra obra da mesma época, que se chama O vermelho e o negro, escrita por Stendhal. O quanto que as emoções do protagonista o prejudicaram e como a sociedade em que ele vivia era uma sociedade de aparências, de sobriedade fingida.
Então minha vontade é ler este livro mais como uma contextualização, uma expansão de temáticas que já li, que me interessaram e que têm um impacto indireto (ou talvez nem tanto, aí vou descobrir lendo) no modo como o papel da mulher vai sendo construído ao longo do tempo.
Consegui te convencer de que foi um bom acréscimo e relevante? Sei que eu convenci a mim mesma depois disso rs
Território da luz – Yukio Tsushima
Não sei se vocês também passam por essa situação, mas existem livros que vejo anunciados e simplesmente sinto que preciso lê-los mesmo sabendo pouco ou quase nada da história.
Este é um desses livros para mim. Um livro de uma autora japonesa, que aborda as experiências da maternidade solo de uma forma muito realista, com contradições e conflitos e a busca da mãe por reconstruir sua identidade.
Esses dias vi uma frase da autora que amei e que acho que tem tudo a ver com o projeto:
“Há algo único na experiência de escrever como mulher. Talvez pelo fato de nossa existência ser quase totalmente excluída da história escrita, as escritoras carregam consigo as vozes do invisível, que são tão ricas. Sinto uma certa felicidade quando penso que, como mulher, há infinitamente mais coisas sobre as quais posso escrever do que um homem.”
Eu amei!
Estou curiosa para saber como será o estilo de escrita da autora e também para pesquisar mais sobre ela, pois essa fala me marcou, quero saber se ela fala mais sobre a experiência de escrever enquanto mulher, e pensar sobre isso ao longo do projeto também.
A vegetariana – Han Kang
A vegetariana vai ser uma releitura! Na verdade, uma das primeiras releituras que faço na vida. Lembro que li o livro assim que saiu na nova edição da Todavia e o final me deixou muito impactada. É um livro sobre o qual penso de vez em quando, sobretudo quando olho para árvores (quem leu vai entender!!) e eu adoraria me aprofundar nos pormenores do livro, principalmente agora que já fui iniciada na cultura sul-coreana por anos de k-dramas e outras leituras do país. Sinto que agora vou compreender mais as nuances culturais e quero pesquisar sobre a polêmica das traduções desta obra!
Então possivelmente teremos um diário de leitura ou uma marginália bem elaborada.
Projeto (Re)descobrindo meu gosto literário – Ficção Científica
Para este início, selecionei um livro para guiar o meu percurso ao longo do projeto e quero diversificar minhas leituras. Infelizmente (para o desejo de diversificação), há muitas sagas no gênero, então acabei não conseguindo incluir tanta diversidade assim, pois as sagas que li são muito interessantes e quero concluí-las neste ano!
A verdadeira história da ficção científica – Adam Roberts [Lendo]
Escolhi esta obra para ser o livro-guia do projeto. Apesar do título meio sensacionalista (no original não há “verdadeira”, apenas “história”: The history of science fiction), a obra é séria e acadêmica e delineia a história do gênero desde seus primórdios até os dias atuais. Além disso, o autor tem uma tese original de que a ficção científica surgiu na época da Grécia antiga e foi fortemente influenciada e modificada tanto pela religião católica quanto pela Reforma Protestante (quem diria que ficção científica e religião estariam tão interligadas!).
A ideia é que o livro me acompanhe durante todo o projeto, então não há pressa na leitura. Estou tratando a obra como uma lista de leituras sobre o tema, conforme me deparo com obras interessantes, vou anotando, comprando, lendo e depois pesquisando, no próprio livro, outras partes que mencionam a obra.
A cidade do sol – Tommaso Campanella [Lendo]
Esta é a primeira leitura decorrente das menções do livro de Adam Roberts. Fiquei bastante intrigada com a tese de que a ficção científica é um gênero bem antigo e encontrei este livro em uma superpromoção em uma feira literária na minha cidade. Resultado: comprei e iniciei a leitura assim que o ano começou!
A obra de Campanella aproxima-se de livros como Utopia, de Thomas Morus, e A república, de Platão (que também pode ser considerada FC!!), descrevendo, por meio de um diálogo, o que seria uma cidade ideal na visão do autor e apresentando uma concepção inovadora em termos de sociopolítica, economia e religião para a sua época.
1Q84 – Haruki Murakami
Para fugir da concepção estereotipada que temos da ficção científica (basicamente aquela produzida por homens brancos estadunidenses do século XX) decidi pesquisar também autores orientais e encontrei esta obra do Murakami indicada como pertencente ao gênero.
Questionei? Claro que não. Toda oportunidade para se ler Murakami deve ser aproveitada! Dele já li: 1. Kafka à beira-mar; 2. Sul da fronteira, oeste do sol; 3. Norwegian wood e 4. Homens sem mulheres. Meu preferido foi o segundo, e já percebi que gosto mais das obras que não têm tanto realismo mágico (não gostei de Kafka à beira-mar, por exemplo). Então estou curiosa para saber o que vou achar deste livro.
Na verdade é uma trilogia, mas não tenho certeza se vou ler todos os volumes ainda neste ano. Então aqui fica a intenção de ler apenas o primeiro livro por enquanto.
Odisseia estelar – Kim Bo-young
Quando o útil e o agradável se unem!
Para quem não sabe, tenho um projeto não oficial de ler livros da Ásia, sobretudo do eixo Japão, China, Coreia do Sul. A literatura deles me fascina muito, pois acho que eles prestam atenção a determinados detalhes e descrevem as coisas de uma forma que não encontro muito na nossa cultura e, ao mesmo tempo, com a qual me identifico.
Então fico muito feliz que a onda coreana está aqui e que temos mais livros – e de gêneros diversos – sendo traduzidos.
Odisseia estelar é um livro composto por três novelas que tratam de temas como amor, esperança, criação e o significado da existência.
E o melhor de tudo é que foi escrito por uma mulher! Então temos diversidade também no gênero dos autores que compõem esta lista de leitura de ficção científica. Conseguindo fugir um pouco do eixo homens-brancos-estadunidenses!
Continuações da Saga do Novo Sol: A garra do conciliador e A espada do Lictor
Esta foi a primeira obra do livro A verdadeira história da ficção científica que li e finalizei. A editora Morro Branco publicou a maior parte dos livros recentemente e eu os vi diversas vezes na Amazon, mas a princípio não me interessei por causa do título meio pesado do primeiro livro A sombra do torturador. Nunca poderia imaginar que seria um livro de ficção científica. Mas depois que vi mencionado e com tópicos dedicados a ele no livro de Adam Roberts, saí correndo para comprar e não me arrependi!
O primeiro livro da saga talvez não seja para qualquer um. Não é uma leitura rápida, ou de fácil digestão. Mas, conforme se avança na leitura, o livro vai te capturando aos poucos e despertando a curiosidade. O mundo é muito bem construído e parece que vai ganhando cada vez mais vida e consistência, até que, mesmo que não seja aquele livro que você maratona, se torna uma leitura que fica com você até a conclusão e que extravasa os momentos de leitura. Por isso quero ler todos os demais livros publicados da série! E estou torcendo para que os outros livros de Gene Wolf também sejam trazidos para o Brasil!
Continuações de Hyperion: A queda de Hyperion e Endymion
Hyperion foi a minha grande surpresa de 2025, e um dos únicos favoritos. Que livro! Fazia muito tempo que eu não lia algo tão bom, tão incrível, que despertasse tantas emoções.
Endymion, o terceiro livro da saga, chegou ao Brasil no dia do meu aniversário no ano passado, então só pode ser um sinal para eu ler toda a série, sim ou com certeza?!
A mão esquerda da escuridão – Ursula K. le Guin
Acho que está não seria uma lista completa de ficção científica se não tivesse a Ursula le Guin. O tanto que já vi esse livro por aí e já coloquei na minha lista de leitura nao dá nem pra contar (mas sem saber muito sobre a história, felizmente driblei todos os spoilers até agora).
Finalmente o momento/coluna da leitura chegou! Não será a primeira obra que leio da autora, pois já li um conto de sua autora na obra As melhores histórias de viagens no tempo: os contos dos autores mais consagrados da ficção científica. Então talvez eu já saiba um pouco o que esperar. Gostei muito como le Guin fugiu do padrão no conto e criou um universo que realmente expandiu minha imaginação, com novas formas possíveis de existência.
Estou ansiosa e cheia de expectativas para o livro, apesar de já ter ouvido por aí que é uma leitura difícil.
Outros livros
Não é só de projeto de leitura que se faz uma leitora durante um ano inteiro!
Para mim, variar as leituras é muito importante para manter o foco e o interesse. Por isso decidi incluir alguns livros que eu já queria ler há muito tempo e senti que não poderia deixar passar de 2026.
A pediatra – Andréa del Fuego
Este é um daqueles livros que eu já ouvi falar há tanto tempo que nem me lembro mais da história.
Mas, fiquei tão interessada que nunca mais me esqueci do livro(e olha que ele foi lançado em 2021). Então vale uma chance, né?!
E, já que me esqueci do que se trata, prefiro não relembrar e ler meio que “no escuro”, pois às vezes acho que a sinopse mais atrapalha do que ajuda a experiência de leitura. E é bem bacana ser pega de surpresa nos acontecimentos.
Estou com boas expectativas!
Continuações de O senhor dos anéis – A sociedade do anel: As duas torres e O retorno do rei
Na primeira vez que tentei ler O senhor dos anéis acabei abandonando o livro. Estava na adolescência e o descritivismo de Tolkien foi demais para mim.
No ano passado, após ter mudado muito como leitora e ter começado a apreciar (e até preferir) obras de ritmo mais lento e com mais nuances, decidi que era o momento de dar uma nova chance para o clássico inaugural do gênero de fantasia como conhecemos hoje.
E deu muito certo! Me apaixonei pelo universo criado pelo Tolkien e foi uma experiência incrível.
Em 2026, faz 25 anos do lançamento dos filmes no cinema e recentemente eles voltaram a ser exibidos. Acho que meu timing para redescobrir a obra não poderia ser melhor. Por isso quero terminar a saga neste ano e assistir a todos os filmes! (Que também nunca vi porque sempre dormia no primeiro quando era criança, rs, não me julguem!!)
Livros que não concluí em 2025 e gostaria de finalizar neste ano
Os livros abaixo não são todos que eu deixei de lado no ano passado, mas são aqueles que mais me doeram deixar para ler depois, pois estava gostando da leitura, só não consegui encaixar no ritmo ou clima de fim de ano, que foi quando larguei a maioria.
Filhos do céu e da ursa – Emiliano Unzer
Um livro que conta a história da Coreia de seu surgimento até os dias atuais.
Comecei a ler com o Clube de Literatura Coreana como última leitura do clube em 2025, mas acabei tendo um compromisso no mesmo horário da reunião e aí, sabendo que não ia conseguir participar, reduzi o ritmo de leitura.
O livro está bem interessante, mas pode ser uma enxurrada de informações históricas para quem (como eu) não tem muito conhecimento sobre a história da Ásia, sobretudo a mais antiga.
Chão em chamas – Juan Rulfo
Mais um livro da Bienal! De Juan Rulfo, queria mesmo ler Pedro Páramo, sua obra célebre que conheci através de Eric Napomuceno, grande tradutor do espanhol para o português, que a mencionou em uma entrevista sobre Garcia-Marquez.
Pois bem. Na Bienal, acabei encontrando aqueles stands de promoção “leve 3 por 20 reais” e aí não resisti quando encontrei este livro de contos dele.
Mas é uma leitura pesada, apesar de os contos serem interessantes. A aridez, a seca e a violência são temáticas muito presentes, então não é uma leitura para qualquer momento.
A enchente – Michael McDowell
Comprei este livro como quem não quer nada em uma promoção na livraria da minha cidade e achei que seria uma leitura bem rápida por ser um livro de bolso. Mas me enganei!
O contexto histórico da obra acabou me despertando curiosidade e comecei a pesquisar mais sobre a época em que a obra se passa para entender melhor algumas cenas e as relações entre os personagens.
Resultado? Não concluí o livro até hoje! Mas está na lista e acho que consigo finalizar neste ano pelo menos o primeiro.
Os outros só vou comprar se conseguir uma promoção muito boa, pois achei bem carinho para o tamanho mini, apesar de a edição ser bem bonita.
Leituras não planejadas
Neste espaço vou adicionando ao longo do ano todas as leituras que fiz e que não estavam no planejamento inicial, assim o post serve também como um registro das leituras do ano (com link para todas as resenhas) e comparativo do quanto das leituras foram planejadas ou não!
- De férias com você – Emily Henry




























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